António Venâncio
Sou psicólogo clínico e psicoterapeuta. Trabalho com pessoas que procuram compreender-se mais profundamente, seja a partir de momentos de sofrimento, de transição ou de uma necessidade de escuta e contacto com o seu mundo interno. Procuro oferecer um espaço seguro, estável e humano, onde a experiência emocional possa ser pensada e vivida sem julgamento.
A minha prática é orientada pela psicologia analítica de Carl Gustav Jung. Trabalho com o mundo simbólico, com os sonhos, com o corpo e com as imagens que emergem ao longo do processo terapêutico, entendendo que nem tudo o que nos constitui pode ser imediatamente dito ou explicado. Interessa-me acompanhar processos sustentados no tempo, respeitando o ritmo e a singularidade de cada pessoa.
Entendo a psicoterapia como um processo relacional. A relação terapêutica não é neutra nem distante: é um campo vivo, no qual terapeuta e paciente estão implicados. O sofrimento, quando existe, não é observado à margem, mas acolhido, pensado e elaborado no interior da relação. É nesse encontro, exigente para ambos, que algo pode ganhar forma, sentido e continuidade. A transformação não acontece fora da relação, mas através dela.

Por essa razão, a formação pessoal, a análise contínua e a supervisão clínica são, para mim, partes essenciais do trabalho. A prática analítica implica disponibilidade para ser afetado pela experiência do outro, sustentando essa implicação com responsabilidade, limites claros e reflexão constante.
Sou licenciado em Psicologia pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT) e mestre em Psicologia Clínica pela Universidade Lusíada de Lisboa (ULL). Sou membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses e encontro-me a concluir a especialidade como Analista Junguiano na Sociedad Española de Psicología Analítica (SEPA), membro da International Association for Analytical Psychology (IAAP). Sou também membro fundador da Sociedade Portuguesa de Psicologia Analítica (SPPA) e do Instituto C. G. Jung Portugal.
Ao longo de mais de 15 anos de prática clínica, formação e supervisão, confirmei que a psicoterapia não é a aplicação de uma técnica sobre o outro, mas um encontro humano profundo, onde ambos são transformados. É nesse espaço, entre as emoções, o símbolo e a relação, que situo o meu trabalho.
